Não gosto de sexo! – tão simples quanto isto. E não consigo compreender este mundo que tanto gira à volta do sexo. Mas que prazer e necessidade são essas que levam as pessoas a comportarem-se como autênticos animais? Babam quando veêm corpos; bebem tudo o que seja erótico e sexual; arranjam amantes porque têm necessidades, dizem. E também nunca fui apologista da masturbação. Acho que não há nada mais repugnante do que uma mulher de pernas abertas a mexer-se a ela própria – mas que falta de ideias! Mas mau mesmo é tentar explicar ao meu Manel que eu não vejo o amor e as relações como ele vê – ele, que acha que o amor é aquela coisa que se sente e não tem explicação – ou seja, confunde o amor com a tesão.
10 Maio 2012
02 Maio 2012
FYI
Não recomendo a ninguém que me leia. Nem entendo porque me lêem - sou uma paranóica depressiva. Estou mal comigo e mal com a vida. Nada tenho a ensinar e não acredito conseguir fazer alguém sentir-se um bocadinho melhor. Quando estou bem disposta – o que é raro, sou louca. Quando estou em baixo, sou doentia. Não tenho fórmulas para viver ou para amar. Ninguém ensina o que não sabe. Odeio quando dou opiniões porque não tenho legitimidade alguma para isso. Não sou exemplo para ninguém. O bom de mim?! Bem… preciso pensar um bocadinho. Deixa lá ver o que é que há de bom em mim…
Gosto de cozinhar e sou honesta!
(eu sei que é pouco, mas é o que se pode arranjar)
30 Abril 2012
Apaguem a luz
Não sei o que se passa comigo. Tenho vindo a perder tudo com os anos. Tenho apenas 37, e estou a morrer aos poucos. Aos 30 perdi o amor pelo trabalho. Aos 32 perdi a vaidade e o amor pela vida. Aos 35 perdi a paixão. Sou um corpo que anda e pensa. Nada mais. Não tenho quaisquer perspectivas de futuro. Melhor ainda, não tenho futuro. Apenas dias para gastar. E sem saber onde os irei gastar. Nada tenho de seguro ou meu. Para tudo dependo dos outros. Sou uma perfeita aleijada.
Mad deve ser a palavra correta
Sinto-me seca. Hoje quero estar cansada. É só por hoje. Amanhã juro que vou voltar a tentar. Vou voltar a fechar os olhos e continuar a trabalhar para o amor. É muito cansativo estar com alguém que acredita que o amor é o sexo. É o desejo. Alguém incapaz de um gesto que mostre que está feliz por estar a meu lado. Um gesto que me faça sentir mulher, bonita, amada. Às vezes sinto-me uma tola a amar um boneco. Como aquela rapariga do vídeo, apaixonada por uma planta. Tu só estás ali, disponível para ser amado. Nada mais. Eu procuro, eu puxo por um beijo, eu abraço-me, agarro-me, eu faço-te sentir especial. Talvez eu esteja a exagerar. Também tens o teu lado positivo. Vens dormir todos os dias a casa, não discutes, fazes compras, cumpres as contas… mas eu só queria um bocadinho de carinho.
28 Abril 2012
We will always have Epidaurus
As manhãs chuvosas lembram-me sempre este vídeo. Talvez não o vídeo, mas toda a estória do vídeo. Não é um vídeo extraordinário, mas eu estava apaixonada. Aquele amor inocente de que tenho tantas saudades. Passei toda uma manhã a procurar um vídeo que acompanhasse o poema de José Gomes Ferreira:
Chove...
Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?
Chove...
Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.
«ouvir um violino até na lama» – era isso que sentia.
E tudo para dizer que amava. Nessa altura viviam borboletas em mim. Tenho saudades do arrebatamento, das noites sem dormir, do andar nas nuvens. O sorriso de orelha a orelha e o acreditar que a vida era um conto de fadas.
Foi o mais bonito dos meus amores.
26 Abril 2012
Obrigada e muitas desculpas a todos aqueles que se cruzaram comigo
A minha mãe sempre me disse que um dia eu iria ter uns filhos que fossem iguaizinhos a mim; e que me fizessem a mim tudo aquilo que eu lhe fiz a ela… «para veres o que eu passo contigo» – dizia ela. Pois bem. Enganou-se! Ando há anos a esfregar as mãos de contentamento por a profecia não ter sido cumprida. Urrando aos céus por ter vencido o destino. Até agora…! Aquilo que não chegou com os meus filhos, vim a receber agora com o meu homem… e os seus filhos! Raios! Ai se a minha mãe sabe disto… até vai dar saltinhos de alegria – a coitada que já mal anda. Vejo os meus males assim espalhados: um bocadinho nele, outro bocadinho na outra, ainda outro bocadinho na outra… Assim por muitos. Sim, porque todos os meus males numa só pessoa, é coisa que apenas acontece uma vez. E ao mesmo tempo que amaldiçoo a minha sorte e fico danadinha por soltar o diabo que há em mim, também tenho um descargo de consciência e revejo-me em todos eles: tento apenas ser aquilo que nunca ninguém foi para mim e esforço-me por não ser aquilo que sempre foram para mim.
(mas é dose… eu juro que é dose!)
23 Abril 2012
O mundo à minha volta
Gostava de ter nascido normal. Gostava de ter tido uma família normal, com uma mãe normal e um pai. Gostava de ter tido as minhas amigas de infância e de com elas ter gostado de tudo aquilo que elas gostavam. Gostava de ter tido um namorado normal e um casamento normal. Gostava de gostar de tudo aquilo que as pessoas normais gostam. E daquilo que as mulheres normais gostam. Gostava de ser vaidosa e faladora. Gostava de me interessar por novelas, homens bons e futebol. Gostava de conseguir passar horas ao telefone com conversa de chacha. Gostava de gostar de passear em centros comerciais e visitar amigas. Gostava de gostar de me sentar em cafés. Gostava. A sério.
22 Abril 2012
Dancem macacos!
Por uma vez na vida, quem sabe se o certo não estará naquilo que considero errado?
Passei uma vida a perseguir o certo, aquilo que em cada momento eu considerava como certo – embora nem sempre a mesma coisa. E não sei se me dei bem ou não. Só sei que não fiquei bem. Fiquei sempre mal. O meu certo sempre doeu muito. Agora estou disposta aceitar o errado – aquilo que não acho certo. Estou disposta a aceitar que talvez tenha estado sempre errada, aceitando agora o meu errado. Continua a doer. Aquilo que doía depois quando perseguia o certo, dói no momento ao aceitar o errado. Dor por dor, mais vale que seja já. Poupa-se imenso trabalho e chatices. E vou ver agora onde vai dar o meu errado. O caminho do certo já conheço muito bem.
18 Abril 2012
Já te disse hoje que te amo?
Ainda não conheço quem dorme comigo. Tem tantos lados que ainda não consegui perceber qual deles o mais verdadeiro. Talvez sejam todos, eu sei. Talvez seja a mistura de todos eles que faz apenas um, aquele que ele é. Mas quando eu digo o mais verdadeiro, quero dizer o mais verdadeiro para mim. Pessoalmente continuo a preferir aquele por quem me apaixonei. E que na altura era apenas um: a ideia que eu fazia dele. Foi assim que o desenhei, foi assim que o pintei, foi assim que construí todos os meus sonhos ao lado dele. E é assim que ele consegue que eu me apaixone por ele vezes e vezes sem conta - Quando ele aparece… Aquele. O tal. Nem sempre existe. Muitas vezes tenho que viver com outros. Também têm os seus encantos, mas não são ele. Porque quando ele aparece, tudo à minha volta pára. Fico com vontade de o engolir para o ter mais perto. Engoli-lo num beijo. Fundir-me enquanto fazemos amor. Oh paixão absurda… afinal é apenas um deus. O meu homem enorme, pernas que nunca mais acabam e andar firme. Caminha determinado, de cabeça em baixo mas com os olhos a desbravar caminho. Quando fala, relâmpagos clareiam o céu. O meu rochedo, o meu pilar. Com uma carga de simplicidade e bondade na medida exata da dureza. Parece que foi feito por encomenda, porque tudo nele é à minha medida. E quando me abraça e encaixo nele para adormecer, ele parece a forma de onde fui um dia retirada. E nesses momentos, eu juro que podia o mundo acabar porque eu já estava no céu.
E depois existem os outros… e todas aquelas tendências, tão contrárias quanto desconhecidas. Ainda não os consegui entender ou aceitar tão bem quanto o original, mas estou a esforçar-me. E nesses momentos sinto-me perdida. Deixada a sós com um estranho. Um estranho que se apoderou do corpo e da cabeça do meu homem. Um estranho que por vezes é frágil, muito frágil. Outras vezes não tem cérebro. O frágil cansa-me, o sem cérebro irrita-me. Gestos, palavras, ideias, tudo são tiros, tudo são bombas, tudo são o fim do mundo. Mas chega sempre aquela hora, em que o estranho se deita e o sol volta a nascer. E o meu deus reaparece. E eu dou graças por ser tão feliz. E volto a apaixonar-me. Vezes e vezes sem conta.
17 Abril 2012
Primavera
Tanto mudei que as mudanças assustam-me. Fui vencida pelo cansaço. Ou pela idade. Nem sei. Ou talvez até pelo juízo. Só sei que fui vencida. Aquilo que era o meu maior prazer transformou-se no meu maior medo. Um zero leva-me ao desespero. Comecei a deixar que as mudanças aconteçam apenas dentro de mim. Essas sim, parecem-me muito mais prazerosas. E nunca são um zero. Acho até que nem têm número. E só foram possíveis quando tudo o resto parou. É preciso que tudo pare para que o resto floresça.
16 Abril 2012
Home sweet home
Mais um dia novamente…
Dia de voltar ao trabalho. O trabalho até nem é mau: ninguém chateia, não me canso, provavelmente faço lá o mesmo que faria se estivesse em casa – exceto deitar-me, mas o que o torna mau é o simples facto de ter que sair de casa e passar um dia num sítio que não é a minha casa.
14 Abril 2012
Dança de laços
Pombos e poupas cantam no pinheiro mesmo em frente à janela da minha cozinha. Nada mais se ouve. Exceto o amontoado de palavras às voltas na minha cabeça e a confusão de sentimentos no meu peito. Tento que se relacionem e toquem em harmonia. Parecem aqueles que se dizem humanos: cada um a puxar para o seu lado. Observo a quezília. O Igor dorme, o Manel saiu e acabou-se a luz. E ficámos só nós dois. A sós, como sempre. E juntos, como sempre. A máquina de lavar roupa espera a luz para começar a lavar – é mesmo mulher: não consegue fazer nada por ela!, e a bateria do computador está quase a acabar. Tudo morto, tudo parado, tudo em silêncio. Apenas os laços vivem.
13 Abril 2012
Rock-a-bye Baby
Ninguém sofre quanto um idealista. E quanto mais idealista, maior o sofrimento. O mundo não é o idealizado. As pessoas não são as idealizadas. A vida não é a idealizada. Tudo é a maior desilusão. O que não quer dizer que as coisas não sejam boas. Apenas não são perfeitas. Não são as sonhadas. E o idealista sofre. E o idealista sonha. E o idealista foge e luta e persegue o que não existe. Até ao dia em que percebe que é um idealista. Que não importa o quanto fuja, as coisas simplesmente nunca serão como desejaria. E só tem uma solução: de todo o mal, escolher o menor. Ou de todo o bem escolher o maior. E retirar um bocadinho desse idealismo do coração, matar um bocadinho do coração, engolir sapos e fingir que são príncipes. E guardar toda uma cabeça cheia de sonhos.
Lágrimas de amor
Por vezes as relações não resultam por falta de afeto. Mas julgo que tramado mesmo é quando elas não resultam por causa dos outros. O afeto existe. Está ali apenas à espera de ser vivido. E tem de ser contido. E é massacrado. É julgado. É condenado, abatido, pisado, cortado, apagado. E eu aqui. E tu ali. E nós juntos. E eu sei que estou contigo por opção. Porque quis estar contigo. Porque quero estar contigo. Contra tudo e com tudo. Mas sinto que sou apenas um escape. Uma bolha onde respiras. Não tenho chão. Desenhas o chão, com todas as pedras, mas não o sinto. Não sei onde estás. Se desapareces com o lápis, se és bolha ou ar ou andas perdido nas vozes. Sei que me amas. Amas-me dentro daquele que é o teu melhor amar, mas que ainda está longe do verdadeiro amor. Se calhar eu não deveria saber ainda o que é o amor. Se eu amasse como já amei antes quando pensava que amava, de certeza que o teu amar teria outra cor. Mas aqui sinto-me tão sozinha. Não sei como será o amanhã. Não tenho certezas tuas. Não sei se um dia acordo e tenho apenas o teu cheiro. Mas enquanto tiver o teu corpo, deixa-me pensar que será para sempre.
11 Abril 2012
Desabafos
Sinto vontade de chorar, quando quero escrever e não consigo. Quando não encontro em mim nada digno de recordar. Ou simplesmente não quero recordar o que recordo. Tanta dor, tanto medo, tanta mágoa. Uma vida por mim própria censurada. Sou um lixo. Nem para escrever sirvo. Procuro a fórmula, o toque de midas, o botão secreto que consiga pôr em prática aquilo que penso. Unir o que sei ao que faço. Tenho muito para dar, mas não sei por onde começar. E quero dar. Esforço-me por isso neste preciso momento. Nunca soube dar, é esse o problema. Sou uma criança a aprender a andar. Tudo é novo. Tudo assusta. E eu tenho medo. Mas saber que se tem medo é o primeiro passo para ultrapassá-lo, penso eu. E eu tenho medo. Confesso.
31 Março 2012
28 Março 2012
Lucy
Recordo a minha vida como um filme que não é meu, numa incrível distância entre a pessoa e a história. Lugares, pessoas, acontecimentos, estão tão fora de mim que só a vaga memória poderá denunciar-me. Não poderei sentir-me quando nunca me senti. Fui apenas um fantasma que vagueou ao longo dos anos, numa eterna recusa em ganhar forma humana. Procurava apenas o lugar certo. E o momento certo. Porque até um fantasma tem os seus ideais.
25 Março 2012
No mesmo sítio, à mesma hora
O meu Manel saiu. E sinto-me tão feliz por o meu Manel ter saído. Não por ele estar longe – isso, nunca na vida; mas por saber que ele está feliz. E está a fazer o que gosta. É como se estivesse a fazê-lo feliz ao longe. Um abraço invisível. Um beijo no escuro. Uma presença ausente. Está a fabricar felicidade para mais tarde partilhar comigo. É uma ideia bonita, não é? Melhor que o aconchego dos braços de um Manel, só mesmo o aconchego dos braços de um Manel feliz.
24 Março 2012
Quem diria?!
Afinal, tudo se resume a um problema de expressão. Ou à falta dela. Depois de uma vida a insistir na solidão e no silêncio, encontrar a porta de saída deste buraco tornou-se um bicho de sete cabeças.
11 Março 2012
You made me a better person
Não sei – porque eu nunca sei, mas, felicidade talvez seja o que estou a sentir agora. Ter tempo para tudo, inclusive fazer o que gosto, sustentada por uma estabilidade emocional nunca antes sentida. Já muitas vezes fiz, ou tentei fazer, o que gostava, mas tudo me deixava com um sabor amargo na boca, chegando mesmo a duvidar do que achava que gostava, afundando-me em dúvidas e aflições, lutando com moinhos de vento. Hoje sei que tudo o que me faltava eram os teus braços. A minha fortaleza. O meu ninho.
17 Setembro 2011
The impossible girl
Tenho a péssima mania de só ver o lado mau das coisas – e pior ainda, de uma formiga faço um dragão. Ao mesmo tempo, continuo a procurar a felicidade… O melhor de tudo isto é que eu tenho a perfeita noção de que sou completamente louca – o que não é mau de todo.
08 Julho 2011
Feliz!
deixem-se de tretas e sejam felizes!
Beijos
07 Julho 2011
Thank you for being there
© Greg Kadel
Chegar a casa e encontrar-te, é como ter um par de pantufas, um sofá e um abraço à minha espera.
04 Julho 2011
Já tive mulheres…
Não tenho nada de interessante para dizer, observações por fazer ou algo que ensinar. Não. Mentira. Tenho uma observação a fazer: nunca gostei e (penso que) nunca gostarei de lidar com mulheres. Em termos de mentalidade, ou postura, sempre me considerei um homem num corpo de mulher. Apenas e simplesmente porque nunca encontrei outra mulher como eu, ou porque acho não ter nada que ver com aquilo a que chamam mulheres. Se aquilo são mulheres então eu não posso ser uma mulher – pura lógica (sempre fui excelente a matemática). E não digo isto com falta de conhecimento na área. Claro que não. Julgo já ter tido a sorte (ou o azar) de ter conhecido mulheres de todo o tipo, forma e cheiro. Simplesmente não encaixo! Temos as tagarelas – que são quase todas, que é mais que sabido que não tenho nada a ver com elas. Sou incapaz de conversar por mais de 5 minutos. E aquele vício terrível de telefonemas e sms’s… bem – é de arrepiar! Elas simplesmente não conseguem estar caladas e eu não consigo tagarelar. Incompatibilidade a 100%. Depois temos as conversas sobre homens… (sem comentários – elas são doentes, juro). Vem ainda a vaidade – e aqui vem muita coisa: passeios por lojas, olha o que eu comprei, vou comprar, cabeleireiros, novo penteado, nova cor, unhas, perfumes, maquilhagem, sapatos, malas, biquínis, roupa interior, casacos… (imaginem um gelado a derreter… assim sou eu quando tenho que passar pela experiência de ouvir sobre um destes assuntos). Depois, o engraçado nelas é que, ao mesmo tempo que são grandes amigas também não se suportam. O que se diz sobre a a impossibilidade de as mulheres trabalharem juntas é pura verdade. Julgo que elas são grandes amigas apenas porque precisam de outras semelhantes com quem fazer e falar tudo o que disse acima. Mas… detestam o mesmo no outro lado. Ou seja: eu preciso mostrar o vestido que comprei, mas fico fula quando ela me mostra o vestido que comprou. Passando isto para termos de trabalho: eu adoro trabalhar rodeada de amiguinhas com quem fazer e falar sobre todas as nossas idiotices; mas, que nenhuma pense em destacar-se senão fazemos-lhe a folha! É assim, uma relação de egoísmo-inveja-ódio que insistem em chamar amizade. Estou quase nos 37 e nunca consegui relacionar-me com mulheres. E também nunca conseguirei. Abençoados homens: são a coisa mais inteligente e interessante à face da terra. As mulheres são boas para coisas tipo aquela que publiquei mais abaixo: delírio ocular! – não há animal mais belo!
03 Julho 2011
Lone’s Design
O meu blogue anda pela Noruega – incrível onde cheguei com a estória da fotografia e pintura…
Sei que muitos esperam mais de mim, mas infelizmente não consigo dar mais – não da maneira que o fazia. Mas fico muito feliz por o meu trabalho ter sido tão bem recebido.
A rapariga chama-se Lone e o blogue Lone’s Design. Pelo que consigo perceber ela trabalha em fotografia e até tem jeitinho. Estes são alguns dos seus trabalhos.
01 Julho 2011
It’s a kind of magic
© Christine Day Lorico aka Curlytops
E essa é a magia da vida. No fundo não passa de um filme em que somos protagonistas, e a sua principal característica são os cenários virtuais. Cenários hipersensíveis que se constroem ou desabam de acordo com os acontecimentos e com as palavras que são ditas. Um passo em falso e o jardim fica sem flores; um abraço inesperado e ganhamos uma janela com vista para o mar. Cenários sempre em movimento, numa rapidez desconcertante. O equilíbrio acontece quando um ganho anda de mãos dadas a uma perda – ou seja, um ponto morto. Com uma longa série de más ações e palavras erradas, perdemos toda a decoração e detalhes e só nos resta um deserto. Por outro lado, conseguindo o feito de uma série sem máculas, ganhamos o jackpot: a feira de diversões. Depois existem as palavras mágicas e os acontecimentos surpresa. Ninguém sabe quais são ou onde se encontram. São os mais raros. E existem tanto para o bem quanto para o mal. Essas palavras mágicas e acontecimentos surpresa, para quem os encontra ou descobre, têm a capacidade de mudar por completo o cenário. Aqui não estamos perante um acréscimo ou diminuição de detalhes como acontece com as palavras e os acontecimentos ditos normais. Não. Aqui o prémio é mesmo uma mudança completa de cenário. Num mesmo instante todo o cenário cai, como se fosse um muro feito de tijolos soltos, e no momento seguinte um novo muro se ergue aos nossos olhos – tijolo por tijolo, e é como se tivéssemos entrado num mundo novo.


